No ápice de uma era, onde qualquer síntese do povo é precária, seria justa, a luta, do quixotismo cultural, contra os moinhos de vento do Abilolado Mundo Novo?
Se tivesse escutado o poema, que murmurava na tua mente, os ponteiros não seriam de chumbo e a década seria serena Bastaria atentar com zelo, as borboletas entre flores e folhas, e tuas asas seriam de fadas, o teu arco-íris teria mais cores Se preservasse o rumo iluminado da tua alma, encontrarias quem te esperava, à beira-mar do tempo E não teriam as gambiarras da vida criado abismos, ou as sequelas dos erros, nos causado tanto mal.
Acotovelados sob a tutela pífia da mediocridade Que bodeja, saltita, gargareja e sobretudo camufla vaidade e soberba sob ousada farsa, comum ao ímpeto dos fraudulentos e caluniosos Desde o início dos tempos, os insetos das praças públicas Entre ruídos e zumbidos confabulam contra tudo que não alcançam Inumeráveis na tacanhez em todas as esferas da cognição estes sabotadores sempre atacam sorrateira e covardemente na hipocrisia venenosa dos seus ferrões pequenos como é típico dos desprovidos de autênticos talentos Contudo, na soledade além, onde sobra vento rijo Não voam os braquíceros e o tempo, por si só É um enxorta-moscas. Baseado na passagem "Das moscas na praça pública" do livro Assim Falou Zaratustra, de Friedrich Nietzsche.
Muito bom!
ResponderExcluirTo sempre por aqui admirando seu trabalho!
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Abç!