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Mostrando postagens de junho, 2009

Delírio

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O doido corria  para arremessar  ao céu  a luz que roubava dos vaga-lumes  e emprestava  às estrelas.

Blues dos Falsos Romances

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Não tenho cicatrizes no corpo tenho-as na alma tatuadas cedo aprendi que a vida parece com jogos de azar e esconde veneno no riso mentiroso de bocas amoladas quando menos esperamos fica mais fácil se enganar certa vez conheci uma mulher disfarçada em pele de devota e entendi porque tais tipos têm deixado o inferno lotado na lama no fundo do poço eu quase morri afogado mas o Senhor teve piedade e me deu outra chance foi como se Ele dissesse: “Siga e seja mais vigilante!” o diabo guarda armadilhas em falsos romances.

Noturnal

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Além da vadiagem eu só tinha meio centavo guardado no bolso (que permanecia calado) sob o neon que escorria velozmente refletindo nos meus olhos as delícias da vida noturna.

Xeque-mate

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Não há mistério, nem cor de remorso sobre as palavras que não voltarei a dizer nem sequer ossos de meus sentimentos que hoje foram apropriadamente mortos Jogo fora as passagens para Pasárgada e a possível amizade com o Rei Assim como o desejo pela dama, aventura, montaria em burro brabo e cama que nunca vou ter.

Asas Flamejantes

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Fugindo do cárcere que junta os irmãos do sangue ao tédio do dia-a-dia em queda livre por delírio fui ferido e por desengano perfurado Cerrei meus olhos no limiar que sucede a percepção da vila adormecida e vesti roupas negras diante dos estilhaços de um espelho quebrado Li pensamentos e decifrei ilusões, esqueci meu nome e enfrentei a morte nada será como antes Além dos arames farpados da realidade eu quero o risco de estar perto do sol e voar com as minhas asas flamejantes.