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Mostrando postagens de maio, 2011

Carta a Clara (faraway, so close)

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Clara, até mesmo eu, que mal falo a língua dos homens, que desconheço a língua dos anjos , “não esqueço, o que de fato teve seu começo, numa festa de São João”. Ali, no big bang dos teus olhos que transgressoramente explodiram a ironia dos meus, nasceu desmedido e indomável, subvertendo a razão. Então soou sobre o asfalto, dentro e fora da cidade, por dias e noites , nos acordes da música cinza dos romances proibidos que murmuram em portas e janelas, derrubando altares e calendários. Mesmo “sem retrato e sem bilhete, sem luar, sem violão”. O meu último desejo é que não esqueças, que esse amor de Pierrot, permanecerá em mim, aqui, ali e aonde quer que eu vá.

Macena (ou um minuto de silêncio In Memorian a Antonio Cândido do Nascimento )

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Na calma face do meu avô  que valia  por mil livros  de História  diante da vida  que se  transfigurava Compreendi que o tempo é bem mais belo quando visto  pelas costas.