De encontro as profecias e ameaças da boa lábia anunciadas na doutrina dos discípulos bêbados por centenas de longas léguas (como um suspeito samaritano) ao som de sinos quebrados descobri que o sertão jamais vai virar mar.
Se tivesse escutado o poema, que murmurava na tua mente, os ponteiros não seriam de chumbo e a década seria serena Bastaria atentar com zelo, as borboletas entre flores e folhas, e tuas asas seriam de fadas, o teu arco-íris teria mais cores Se preservasse o rumo iluminado da tua alma, encontrarias quem te esperava, à beira-mar do tempo E não teriam as gambiarras da vida criado abismos, ou as sequelas dos erros, nos causado tanto mal.
Disperso em fragmentos Que constituem o perene Presente No peso dos atos que Lamentável e brutalmente São fatos Pelo avesso da virtude e Preço pago daquilo que A conduta consome Por catástrofe da alma Na febre que se infringe E o brilho some Sem redenção Não terei o toque Das brancas luvas Em meu peito póstumo.
As imagens do poema parecem com o cinema novo.
ResponderExcluirAbraço.
Igor.