
Fatos não podem
ser forçados,
mas uma gota
do meu sangue
abstrato
é derramada
em cada uma
das letras esvaídas
na minha palavra escrita
Não escrevo
para agradar ninguém,
apenas para expressar
o que sinto
Na precariedade
dos meus versos,
não minto e
é isso que me convém
Abutres,
corvos,
urubus e todos
os pássaros
malditos
estão a
me contemplar
Devo parecer
um bom banquete,
mas caso um deles
ouse se aproximar
levará uma bala
no meio da testa
Ouço uma pergunta
dando círculos
pela estrada:
"- Onde estão seus amigos?"
Nada digo.
São as vozes
das mulheres louva-a-deus
que devoram o macho
Os bons morreram,
estão longe
ou muito ocupados
para escutar desabafos
A ética embrionária
passeando
na minha cabeça
é ferida pela
indiferença
No silêncio,
eu oro e
insulto,
para comungar
por trás da fumaça
do cigarro.
momento tenso esse....
ResponderExcluireu tb quando penso (praticamente o tempo todo) passo por reflexões parecidas, parece fácil, mas sabemos que não é...
obs. add seu novo espaço nos favoritos dos meus, gostei muito do visual desse.
abraço