
Subo e desço as escadas
imaginárias,
pelas ruas sujas, feias
e solitárias,
nos confins do país das novelas
e maravilhoso carnaval,
que tampouco se importa
com suas crises degeneradas,
fome e crianças mortas
Gigolôs, putas sorridentes,
automóveis,álcool e drogas
Não confio em ninguém,
com mais ou menos
de trinta e dois dentes
Rogo que me perdoe
a divina onipotência,
onipresença
e onisciência
da mídia nas faces
e mentes bovinizadas,
que saboreiam as
miragens do entretenimento
de vômito e lama,
dentre tantas coisas,
nas dádivas das formais
redes sociais
O espetáculo de Hussein,
Bin Laden e Kadafi,
as palmas para o sapato
na cara do Bush,
corrupta e imunda
política nacional,
capitalismo em plena decadência,
morte da censura sexual
Nada pode impressionar
a inerte geração internet
“Sem pódio de chegada ou
Beijo de namorada”,
eu sigo para casa,
onde há um presépio de Natal
e “uma sobremesa
me espera”.
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