
nascido sob signo pusilânime
no ano da mais terrível
de todas as grandes secas
batizado com qualquer nome
sem ter tido amor de leite
ou mãe pelas tetas
somente a tirania do pai
que era um bêbado infame
criado com água e farinha
mendigando restos de pão
no calor do cotidiano brutal
de uma vida dura e espinhenta
banido da própria terra
e pela crueza da necessidade
abrasileirado sem compaixão
embolando na cidade grande.
oiii.. vim ver o texto novo...!!!
ResponderExcluirme senti pequena perdida na cidade grande....
bjs
que poder com as palavras vc tem!!!
ResponderExcluirfico de careta sabia?!?!?!
adoro vir aqui... estou sempre te acompanhando...
as vezes leio e leio e leio...
bjsssss flamejantes!
=)
Sabe que esse poema me remeteu às fotos de Sebastião Salgado (Terra)e à música do Chico (Levantados do Chão). Já ouviu?
ResponderExcluirE referência ao mestre, João Cabral de Melo Neto. Abraços!
Tenso e verdadeiro retrato da realidade, distante para uns e tão próxima para muitos outros, sua poesia é de extrema lucidez, tem forma, e principalmente sentido.
ResponderExcluirToca quem lê, gostei muito, e não adianta só gostar e refletir, algo tem q ser feito, agir..