
Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião do brilho morticínio
Comandou muitos cabras da peste, almas sem coração
E desmoralizou a macacada da volante policial no sertão
Esfregando nas regras da justiça as alpercatas do latrocínio
Foi do Padinho Ciço que veio a patente da guarda nacional
Pra enfrentar a Coluna Prestes no grande território cearense
Só resolveu fazer melhor uso da regalia de bom penitente
Pra amedrontar quem quer que fosse à ponta fria do punhal
Parecia dar ordem e lapada até na vegetação inclemente
Espalhou reinado escabroso na seca de sol incandescente
Acobertado pelos coiteiros que enchiam suas cartucheiras
O Capitão fazia explodir no céu a munição do rifle potente
Amava Maria que era mulher bonita e de sangue quente
Vaidoso para se deixar filmar e fotografar com sua cabroeira.
como diz Lenine: "Lá no sertão cabra macho não ajoelha..."
ResponderExcluirperfeito soneto!!
abração